quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Um caso poético

Maria passou aqui outro dia, José

ia te convidar pra sopa
rala
que ainda tem
(mas é pouca)
WALQUÍRIA RAIZER



quem quiser conhecer um pouco mais dessa menina-escritora-poeta vai até o seu cantinho

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Gregório Filho por ele mesmo



"Eu sou um contador de histórias, é assim que se define o acreano, autor de vários livros, presidente de instituições de cultura do estado, representados hoje pela Fundação Elias Mansour, por três vezes, criador das casas de leitura, de grupos de teatro e entre muitos outros, grande fazedor de pipas".
                                             Francisco Gregório Filho.









segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Palavra fértil




«Eu acredito que há uma simbiose enorme entre o que nós dizemos e aquilo que somos, e eu teria a tendência (...) em dizer que o contador ou a contadora se nutre de sua experiência, de sua vida, de sua cultura, de seu ser profundo, de suas aspirações, de seu sentimento artístico e de seus talentos... Tudo isto faz com que o contador ou a contadora conte com a sua carne.»


( contadora Mimi Barthélemy )


Os contadores buscam terrenos férteis
para sua vozes livremente ecoarem.
Seguem os passos divinos da criatividade.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Amor eterno


"Contar uma história
é dar um presente de amor."
Lewis Carrol



Amor de avó
é amor pra vida inteira.
É o cheiro do feijão que não some
o gosto daquele pastel caseiro e bolos deliciosos
na boca da criança que não quer crescer.
Porque ser neta
é ser protegida de todos os males
é estar num colo bem quentinho
que ameniza qualquer dor.
É dormir tranquila mesmo que a tempestade
cubra a noite com seus raios e trovoadas.
Ouvindo histórias que povoarão
para sempre a memória.
Histórias que embalam a vida
mesmo quando a vilã morte leva
a avó tão querida.


Homenagem a minha vozinha Ottília a vovó Estelita e a todas as avós que com ela fazem morada no céu.

Luto




Luto


Abre o olho, vó!
Abre o olho.
E ela nada.
Imóvel sobre as flores
Como um sonho
De Morfeu virado.
Sob as pálpebras
A ultima visão:

A casa com cinco crianças
E como no tangolomango só sobraram duas.
A quebra do resguardo
As brigas de facão
Com o primo
- Também marido -
E a separação.
As duas crianças pelo mundo,
Os ossinhos na prateleira
O besouro no ouvido
E o zumbido.

Um dia vai morar com uma das crianças
E sonha
Em ter casa de novo
E sonha
Com os parentes, os antigos, de quando ajudou o soldado Elias a prender um bandido – mesmo que ninguém se lembre.
Com as historias, os causos, a menina do surrão, a onça e o bode.
Todas estas coisas estariam guardadas
Para sempre.

Abre os olhos, vó!
E as lagrimas corriam geladas como a pele da vó.
Pele de nuvem.
A professora disse do que as nuvens eram feitas
- Cristais de gelo.
E ela não abria os olhos
Estelita, como a chamavam desde o primeiro dos seus 72 anos,
Tinha ganhado o céu como previa o nome.
Não ouvia os choros, os gemidos dos parentes reunidos por sua causa.
Não ouvia nada.
- Acorda, vó! – disse em prantos,
Mas era tarde e as estrelinhas já apareciam no céu.

Dia 09/10/2009 meu amor de avó, Estelita Maria de Jesus, se uniu ao resto do próprio nome.

Por Claudia Gomes

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Uma lenda de Krishnamurti.




Uma parte de um conto de Malba Tahan: Uma lenda de Krishnamurti.

“Os trajes que cobrem o corpo não medem o valor do homem.
...Que adianta ao homem vestir-se de sedas e ter a alma nua de virtudes e de predicados?
Interessa-me tão somente as roupagens do espírito e não os vestidos e bordados que cobrem a matéria...”

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

História eternizada




" A vida vai continuar
enquanto existir alguém
para cantar,dançar ,contar
histórias e escutar."
Francisco Gregório Filho




Contar e recontar
encantar no simples gesto encenado.
Há vida que nunca termina
porque a morte não existe para quem sonha
um sonho de eternidade
para quem libera o aroma do amor através das palavras
com emoção e vontade de envolver o ambiente com a força
que a história sempre traz.